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Diante de uma obra de arte todo indivíduo é um voyer. A exposição denominada Parto: uma dimensão do gozo feminino traz para o público uma série de fotografias dos momentos finais da gestação, manifestando como ponto comum às expressões singulares da sensação que resulta do transe experimentado por diversas parturientes. O ensaio, que não evidencia nenhuma orientação erótica, vale tanto quanto um conjunto de peças documentais quanto como um arranjo de obras de arte. A autoria do médico e fotógrafo Paulo Batistuta configura reflexões sobre o princípio da vida, sobre o estatuto da arte e sobre os meandros, às vezes sutis, às vezes ávidos que esta é capaz de percorrer para interpretar o nascimento. Respeitando a individualidade de cada fotografia exibida o conjunto formado problematiza e potencializa representações estabelecidas não apenas sobre o parto e o nascimento, mas também sobre discursos como a medicina, a psicanálise, a antropologia, a filosofia e a arte. O Banco do Desenvolvimento do Espírito Santo, por meio de seu novo Espaço Cultural, reafirma o compromisso de apresentar ao público a arte em todas suas manifestações, a riqueza de seus conteúdos e a complexidade de seus significados. Neusa
Mendes |
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